No comunicado publicado em suas redes sociais, o clube colombiano expressou suas desculpas à torcida em geral, reconhecendo o comportamento exemplar dos torcedores do Flamengo, assim como de seus jogadores e dirigentes. Além disso, o Independiente Medellín também fez uma autocrítica, reconhecendo a insatisfação que tomou conta de sua própria torcida e enfatizando a importância de manifestações pacíficas, ao mesmo tempo em que condenou os atos de vandalismo que culminaram na suspensão do confronto. A diretoria anunciou, ainda, a abertura de uma investigação interna para elucidar os eventos que levaram à situação caótica, prometendo divulgar suas conclusões em breve.
A crise que envolve o Independiente Medellín se intensificou após uma eliminação precoce no Campeonato Colombiano. No último fim de semana, Raúl Giraldo, acionista majoritário do clube, causou polêmica ao entrar em campo visivelmente embriagado após uma derrota para o Águilas Doradas, gesticulando de forma provocativa em direção às arquibancadas e gerando revolta entre os torcedores.
Como forma de protesto contra Giraldo e em meio ao descontentamento com a má fase do time, apenas alguns setores do estádio foram ocupados durante a partida contra o Flamengo. Assim que a bola começou a rolar, fogos de artifício e sinalizadores foram acesos, sendo lançados em direção ao campo. A situação se agravou com tentativas de invasão ao gramado, o que resultou em confrontos com a polícia.
Diante da gravidade da situação, o árbitro Jesús Valenzuela decidiu interromper a partida, conduzindo os jogadores de ambas as equipes para os vestiários. Após uma paralisação de 40 minutos, a Conmebol optou por suspender temporariamente o jogo, que chegou a ser oficialmente cancelado mais de uma hora depois, com muitas pessoas já deixando as arquibancadas, exceto os membros das torcidas organizadas.
Em consequência dos acontecimentos, o Independiente Medellín deverá sofrer sanções, possivelmente resultando em uma vitória por 3 a 0 para o Flamengo, conforme determina o artigo 24.2 do Código Disciplinar da Conmebol. Essa penalidade é aplicada quando uma equipe é considerada responsável pela suspensão ou abandono definitivo da partida, evidenciando as consequências severas de uma gestão de segurança ineficaz em eventos esportivos.
