Incêndio no Shopping Tijuca: funcionário revela falhas em hidrantes e a ausência de equipamentos durante combate às chamas, resultando em tragédia.

Um trágico incêndio no Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em duas mortes e deixou outras três pessoas feridas. O incidente ocorreu na noite do dia 2 de outubro, quando as chamas começaram a se alastrar a partir de uma loja de decoração, a Bell’Art. Em uma recente investigação, um funcionário da loja revelou à polícia que o hidrante local estava completamente sem água, o que dificultou o combate inicial ao fogo. Para tentar controlar as chamas, o supervisor Anderson Aguiar do Prado e o brigadista Michael Oberdan Ramos Ribeiro, que sobreviveu mas se encontra em recuperação, improvisaram um sistema de combate utilizando água de um quiosque nas proximidades.

Testemunhas relataram que tanto Anderson quanto Michael não estavam equipados com roupas de proteção adequadas durante sua ousada tentativa de conter o incêndio. Apesar das orientações de outros brigadistas que chegaram posteriormente para deixá-los sair, os dois permaneceram no local até que seus esforços se tornassem tragicamente insuficientes.

As investigações, conduzidas pela 19ª DP (Tijuca), buscam entender plenamente o que ocorreu, incluindo o cumprimento de protocolos de segurança e se houve falhas na presença de equipamentos adequados. O subsolo do shopping é um local crucial para a perícia, que visa identificar a origem do incêndio e verificar se o protocolo de evacuação foi seguido de forma eficaz.

Documentos foram encontrados, revelando que, em uma vistoria anterior realizada em 27 de dezembro, foram detectadas irregularidades, como a presença de materiais inflamáveis em áreas não permitidas e sistemas de detecção de incêndio inoperantes. O relatório foi elaborado por Anderson e pela brigadista Emellyn Silva Aguiar, que também perdeu a vida na tragédia.

O Shopping Tijuca, em resposta à tragédia, destacou que Anderson possuía formação como bombeiro civil e atuava como supervisor, responsável por gerenciar as solicitações de emergência. O centro comercial ainda atribui a responsabilidade de manutenção dos hidrantes aos lojistas, mas segue colaborando com as autoridades para esclarecer as causas do incêndio e suas repercussões.

O incidente deixou uma marca profunda na comunidade, que lamenta a perda de vidas e aguarda respostas sobre as circunstâncias que levaram à tragédia.

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