Testemunhas relataram que tanto Anderson quanto Michael não estavam equipados com roupas de proteção adequadas durante sua ousada tentativa de conter o incêndio. Apesar das orientações de outros brigadistas que chegaram posteriormente para deixá-los sair, os dois permaneceram no local até que seus esforços se tornassem tragicamente insuficientes.
As investigações, conduzidas pela 19ª DP (Tijuca), buscam entender plenamente o que ocorreu, incluindo o cumprimento de protocolos de segurança e se houve falhas na presença de equipamentos adequados. O subsolo do shopping é um local crucial para a perícia, que visa identificar a origem do incêndio e verificar se o protocolo de evacuação foi seguido de forma eficaz.
Documentos foram encontrados, revelando que, em uma vistoria anterior realizada em 27 de dezembro, foram detectadas irregularidades, como a presença de materiais inflamáveis em áreas não permitidas e sistemas de detecção de incêndio inoperantes. O relatório foi elaborado por Anderson e pela brigadista Emellyn Silva Aguiar, que também perdeu a vida na tragédia.
O Shopping Tijuca, em resposta à tragédia, destacou que Anderson possuía formação como bombeiro civil e atuava como supervisor, responsável por gerenciar as solicitações de emergência. O centro comercial ainda atribui a responsabilidade de manutenção dos hidrantes aos lojistas, mas segue colaborando com as autoridades para esclarecer as causas do incêndio e suas repercussões.
O incidente deixou uma marca profunda na comunidade, que lamenta a perda de vidas e aguarda respostas sobre as circunstâncias que levaram à tragédia.







