As chamas foram detectadas por volta da meia-noite de quinta-feira, consumindo rapidamente o dormitório e resultando em um cenário devastador. Com apenas 139 alunos localizados em casa ou no hospital após o incêndio, as autoridades enfrentam o desafio de identificar as vítimas, uma vez que os corpos resgatados estão carbonizados e irreconhecíveis.
O porta-voz do governo local, Isaac Mwaura, expressou a gravidade da situação, descrevendo-a como uma “catástrofe inimaginável” que abalou a nação e representou a perda de jovens talentosos e promissores. Em meio à comoção, o presidente do Quênia, William Ruto, decretou um período de luto oficial de três dias a partir de segunda-feira (9/9) e prometeu uma investigação rigorosa para responsabilizar os envolvidos.
Segundo informações preliminares da Comissão Nacional de Gênero e Igualdade do Quênia, o dormitório da escola estava superlotado, infringindo as normas de segurança estabelecidas. Esta constatação levanta questões sobre a adequação das condições estruturais e de segurança das instituições educacionais no país.
O presidente Ruto se comprometeu a esclarecer todas as questões pendentes, incluindo as circunstâncias que levaram à tragédia e a eventual demora na resposta às emergências. Ele assegurou que a investigação será transparente, imparcial e completa, buscando fornecer respostas claras à população queniana e garantir a responsabilização dos culpados.
O país se coloca em luto e em busca de respostas diante dessa tragédia que chocou a todos e levantou questões sobre a segurança e as condições das escolas primárias no Quênia. Aguarda-se pelos desdobramentos da investigação e pelas medidas que serão adotadas para evitar que tragédias como essa se repitam no futuro.
