Imunoterapia experimental elimina tumores em 15 pacientes com câncer avançado, segundo estudo apresentado em congresso nos EUA.

Em um avanço notável na luta contra o câncer, uma injeção experimental de imunoterapia foi capaz de eliminar completamente tumores em 15 pacientes com câncer avançado de cabeça e pescoço, cujas condições haviam se mostrado resistentes aos tratamentos convencionais. Os resultados do estudo internacional foram oficialmente apresentados durante o congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), realizado em Chicago.

A pesquisa envolveu 102 pacientes de 11 países, todos diagnosticados com tumores agressivos e recorrentes. Os dados revelaram que mais de um terço dos participantes apresentou uma redução significativa nas massas tumorais, e os 15 pacientes que obtiveram a remissão completa foram tratados com o medicamento conhecido como amivantamab. Este tratamento foi aplicado em indivíduos que já tinham passado por múltiplas tentativas de quimioterapia e imunoterapia sem sucesso.

O amivantamab opera através de uma abordagem tripla: ele bloqueia proteínas que favorecem o crescimento do câncer, interfere em mecanismos que blindam os tumores contra as defesas do sistema imunológico e, ainda, encoraja as células de defesa a atacar as células cancerígenas. A dosagem do medicamento é feita por meio de injeções subcutâneas a cada três semanas.

Os pesquisadores relataram que 42% dos participantes apresentaram uma diminuição no tamanho dos tumores, e a sobrevida média alcançada foi de cerca de 12 meses, um resultado encorajador para aqueles que enfrentam as últimas opções terapêuticas. Um dos pacientes do estudo, o britânico Carl Walsh, compartilhou sua experiência positiva: após o início do tratamento, notou uma melhora significativa, conseguindo retomar a alimentação normal e recuperando parte da fala à medida que os tumores diminuíam.

Apesar desses resultados promissores, especialistas ressaltam a necessidade de mais pesquisas para validar a eficácia e a segurança do amivantamab antes de uma ampliação de seu uso clínico. Atualmente, esse medicamento já possui aprovação para alguns tipos de câncer de pulmão e está em investigação para tratar outras formas, como cânceres de cérebro e estômago.

Este desenvolvimento ocorre em um contexto global de intensa pesquisa por imunoterapias e vacinas contra o câncer, com diversos sistemas de saúde, como o NHS do Reino Unido, ampliando programas de testes clínicos que buscam impulsionar o sistema imunológico para identificar e eliminar células tumorais.

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