O clima de desconforto começou a se intensificar após a divulgação de que o escritório de advocacia da esposa de Moraes tinha um contrato com o Banco Master, que supostamente alcançou a cifra de R$ 129 milhões. A conexão financeira entre familiares do ministro e a instituição financeira gerou uma onda de preocupação entre senadores de diversas siglas, especialmente em um ambiente já instigado por investigações sobre suspeitas de fraudes bilionárias relacionadas ao banco.
As coisas pioraram ainda mais quando reportagens trouxeram à tona que Moraes fez contato direto com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em pelo menos quatro ocasiões, sendo três delas por telefone e uma pessoalmente. Essa articulação com a autoridade monetária levantou novas dúvidas sobre um possível conflito de interesses, alimentando o mal-estar entre os parlamentares.
Nesse cenário, já está protocolado um pedido de impeachment pela senadora Damares Alves, um movimento que reflete um sentimento crescente, que já circulava de forma reservada em círculos parlamentares, incluindo integrantes do centrão. A avaliação predominante é que, caso as explicações de Moraes não sejam convincentes ou surjam novos elementos, o avanço do processo de impeachment pode ser uma realidade iminente.
Assim, a situação de Alexandre de Moraes no STF tornou-se um tema central nas discussões políticas do país, evidenciando não apenas as tensões no Legislativo, mas também a fragilidade de uma posição que, a princípio, parecia sólida. O desenrolar dos acontecimentos nos próximos dias poderá definir os rumos desta crise, que pode ter implicações significativas tanto para o Judiciário quanto para a conjuntura política brasileira.
