Segundo Pellegrini, a suspensão do fluxo de gás russo através da Ucrânia poderia acarretar um prejuízo financeiro para a União Europeia estimado em 50 bilhões de euros apenas em gás, além de outros 70 bilhões de euros na eletricidade produzida a partir desse combustível. Ele alertou ainda que essa medida provocaria um aumento nos preços do gás na Europa, o que poderia enfraquecer a economia do continente.
A Eslováquia, assim como outros países europeus, está em busca de garantir um fornecimento alternativo de gás proveniente do Azerbaijão. Alguns analistas levantam a preocupação de que Baku possa revender gás russo como se fosse produção própria, uma questão que tem sido discutida nos bastidores das negociações.
Vladimir Zelensky, presidente da Ucrânia, já havia anunciado em agosto que o país não renovaria o acordo para o trânsito do gás russo para os países europeus. A rota de fornecimento que passa pela estação de medição de gás de Sudzha, na Rússia, é fundamental para garantir a transferência do insumo através da Ucrânia para a Europa.
A Gazprom, empresa de gás russa, forneceu cerca de 14,9 milhões de metros cúbicos de gás por essa rota no ano passado, o que corresponde a aproximadamente 4,5% do consumo da União Europeia, de acordo com dados do Eurostat. A decisão do governo eslovaco é mais um capítulo na complexa dinâmica envolvendo energia, geopolítica e interesses econômicos na região, que continuará a ser acompanhada de perto nos próximos meses.





