O vídeo ilustra a técnica ousada do suspeito, que utiliza um equipamento para cortar parte da estrutura da vitrine e tenta agressivamente quebrar o vidro, numa abordagem determinada e metódica. As imagens foram compartilhadas pela TF1 em sua conta oficial na rede social X, gerando grande repercussão e reavivando a memória de um dos crimes mais impactantes da história recente do museu.
O assalto ocorreu em plena luz do dia, apenas trinta minutos após a abertura das portas do Louvre. Com uma velocidade impressionante, a operação durou menos de oito minutos, surpreendendo as autoridades locais. Um grupo de quatro criminosos, disfarçados de operários com coletes reflexivos, chegou ao museu em um caminhão equipado com uma escada mecânica, que possibilitou o acesso a uma janela no primeiro andar do edifício. Após a quebra do vidro, eles invadiram a galeria e utilizaram serras elétricas para romper as vitrines que protegiam as cobiçadas joias da Coroa.
No total, nove obras históricas do século XIX foram levadas, incluindo itens que pertenciam à imperatriz Eugénie e à imperatriz Maria Luísa, com um valor estimado que ultrapassa os US$ 100 milhões. A fuga dos assaltantes foi realizada em motocicletas de alta cilindrada. Durante a escapada, o grupo deixou para trás a coroa da imperatriz Eugénie, que foi recuperada pela polícia, embora danificada. As outras oito joias, incluindo colares de esmeraldas e safiras, permanecem desaparecidas, deixando um vazio incalculável no patrimônio cultural.
Recentemente, as autoridades francesas prenderam suspeitos ligados ao crime organizado, mas o paradeiro das peças roubadas continua desconhecido. Investigadores não descartam a possibilidade de que as gemas tenham sido removidas e comercializadas no mercado ilegal, o que tornaria ainda mais difícil a recuperação desse tesouro histórico, expondo a fragilidade da segurança em um dos museus mais icônicos do mundo.
