Igreja em Maceió Proíbe Fogos de Artifício com Estampido em Celebrações; Medida Visibiliza Compromisso com o Bem-Estar de Autistas e Animais.

A Arquidiocese de Maceió anunciou, em uma medida significativa, que a utilização de fogos de artifício com estampido durante as celebrações católicas na capital está oficialmente banida. A decisão foi proclamada nesta quarta-feira (21) pelo arcebispo Dom Carlos Alberto Breis, em conformidade com a Lei 9.146/2024. Esta legislação, que trouxe um novo paradigma para a festiva utilização dos fogos, foi construída a partir da relatoria da deputada estadual Cibele Moura na Assembleia Legislativa.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, a deputada expressou sua satisfação com essa importante ação da Igreja, ressaltando que a proibição dos fogos barulhentos representa uma grande vitória para a sociedade. “O uso desses fogos causa angústia em autistas, idosos e pessoas com deficiência, além de gerar sofrimento nos animais. Essa decisão é uma demonstração dos valores que esperamos cultivar em nosso ambiente”, afirmou Cibele, estendendo seus agradecimentos à Arquidiocese pela parceria em busca de um mundo mais solidário.

A deputada, que é declaradamente católica, fundamentou sua posição ao afirmar que essas pequenas conquistas contribuem para uma vivência mais humana do cristianismo. “Celebrar também é cuidar! A proibição dos fogos com estampido, agora acolhida pela Igreja, representa um passo importante rumo a uma comunidade mais empática e consciente”, completou.

Vale destacar que, após um período de adaptação de aproximadamente um ano, as penalidades previstas na nova legislação estão em vigor desde o dia 15 deste mês e podem alcançar valores de até R$ 15 mil em multas para aqueles que desrespeitarem a norma. A lei, além de inovadora, reflete uma revisão das tradições comemorativas, considerando o bem-estar dos que muitas vezes são invisibilizados nas festividades. Com essa mudança, tanto a Igreja quanto o Estado caminham juntos na construção de uma sociedade mais justa e responsável, onde a sensibilidade e o respeito se tornam a prioridade nas celebrações coletivas.

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