Entre os últimos detidos estão os monsenhores Silvio Fonseca, vigário de família da Arquidiocese de Manágua; Miguel Mántica, da igreja de São Francisco; e Marcos Díaz, da diocese de León. Também aparecem na lista os sacerdotes Gerardo Rodríguez, Mykel Monterrey e Raúl Zamora, que prestam serviços religiosos em igrejas de Manágua.
Essas prisões se somam às do bispo Isidoro Mora e de dois seminaristas em 20 de dezembro, seguidas na última semana pelas do vigário-geral de Manágua, Carlos Avilés, e dos sacerdotes Héctor Treminio, Fernando Calero e Pablo Villafranca.
As denúncias de perseguição e prisão de líderes religiosos são graves e ainda não tiveram um pronunciamento oficial por parte da polícia nicaraguense. Veículos de comunicação como La Prensa, Confidencial e 100% Noticias, citaram em suas denúncias fontes eclesiásticas, advogadas e ativistas de direitos humanos no exílio.
A perseguição à Igreja Católica na Nicarágua não é recente. Desde 2018, o ano dos massivos protestos contra o governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo, a instituição tem sido alvo de centenas de ataques promovidos pelo aparato sandinista. Somente em 2023, ocorreram 275 ataques, evidenciando um aumento significativo da hostilidade contra a Igreja durante o último quinquênio.
A perseguição religiosa também afetou a própria hierarquia da Igreja Católica, levando o Papa Francisco a romper sua postura neutra em relação aos países e comparar o atual sandinismo com “uma ditadura hitleriana”. Além disso, a igreja tem sofrido com ataques a padres e bispos, profanações de igrejas, fechamento de meios de comunicação e ONGs administradas pelas dioceses, congelamento de contas bancárias e uma narrativa sustentada contra o Catolicismo e seus hierarcas. Esta situação é alarmante e merece a atenção e repúdio da comunidade internacional.
