A proposta em pauta, apresentada pelo chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, sugere aumentar o prazo do congelamento de seis meses para três anos, com o intuito de oferecer melhores garantias para o reembolso de um empréstimo de 35 bilhões de euros que Bruxelas planeja conceder a Kiev até o final do ano. O congelamento de ativos russos, que já soma aproximadamente 300 bilhões de euros, foi implementado por países da UE e do G7 como parte das sanções contra a Rússia desde o início do conflito.
A questão do congelamento é controversa: o Ministério das Relações Exteriores da Rússia respondeu às sanções classificando-as como ilegais, alegando que elas representam um verdadeiro roubo de ativos, que incluem não apenas fundos privados, mas também recursos estatais. Essa troca de acusações e a dinâmica entre a UE e a Rússia continuam a ser um ponto sensível nas relações internacionais.
A posição da Hungria pode ser vista como parte de uma estratégia mais ampla do país para se distanciar das políticas decisivas da UE em relação à Rússia, refletindo um desejo de promover uma abordagem mais diplomática na resolução do conflito na Ucrânia. No contexto atual, a Hungria parece priorizar a estabilidade e a paz na região, em oposição a medidas que podem perpetuar a tensão e o prolongamento do conflito.





