No que diz respeito ao conflito em curso na Ucrânia, Orbán reafirmou a postura do seu governo em não enviar armamentos para a região. Segundo a chanceler, o eleitorado húngaro não deu um mandato para tal ato, mas sim para apoiar o país vizinho de outras formas, como por meio de assistência humanitária e sanções. Essa posição foi igualmente endossada pelo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, que, em diálogo recente com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, reiterou a decisão de não enviar armas ou equipamentos militares para a Ucrânia.
A atitude da Hungria também se reflete em sua oposição a esforços dentro da União Europeia para formalizar uma posição comum sobre a adesão da Ucrânia ao bloco. O governo húngaro se opôs à proposta de enviar uma carta ao Conselho Europeu e à Comissão Europeia, o que poderia impactar o andamento da adesão de Kiev e de Chisinau. Essa resistência pode atrasar discussões sobre a abertura de novos capítulos nas negociações de adesão.
Além disso, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, se manifestou, advertindo que a entrada da Ucrânia na União Europeia poderia resultar no colapso do bloco. Assim, a postura húngara neste contexto não apenas ressalta uma posição solene em relação à Rússia, mas também indica uma crítica ao processo de ampliação da União Europeia, que pode provocar efeitos colaterais na dinâmica política do continente europeu. A Hungria, por meio de sua trajetória diplomática, busca manter uma balança que leve em consideração suas relações históricas e geopolíticas.





