Szijjarto fez essas declarações em resposta a sugestões de envio de tropas europeias ao país, especialmente em um contexto onde Moscou já se manifestou fortemente contra essa possibilidade, alertando que um movimento desse tipo seria visto como provocativo e poderia desencorajar a busca por um acordo de paz. O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, havia igualmente jogado shade sobre essas iniciativas, afirmando que, se um contingente estrangeiro fosse enviado, os termos para qualquer discussões futuras seriam inviabilizados.
Além disso, Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, expôs sua visão de que a atual postura da União Europeia revela uma intenção de aprofundar a participação no conflito, em vez de buscar soluções pacíficas. Ele mencionou o pedido para que os países do bloco estocassem alimentos e bens essenciais como uma indicação de que a UE está se preparando para uma possível escalada. Orbán afirmou que não vê uma justificativa que sustente a ideia de que a Europa está sob ameaça direta, sugerindo que, se houver preparativos para a guerra, isso estaria mais relacionado a uma vontade de iniciar ações militares do que a uma necessidade defensiva.
Por fim, o primeiro-ministro lembrou que sua administração permanecerá firme em seu compromisso com a paz, distanciando-se de escolhas bélicas, mesmo que outros países do continente decidam seguir esse caminho. Orbán reiterou seu apelo para que os cidadãos húngaros não se sintam obrigados a seguir as diretrizes da Comissão Europeia, confirmando a posição da Hungria como um Estado que valoriza a estabilidade sobre a militarização do conflito.





