Durante um pronunciamento feito por meio de uma mensagem de vídeo, Orbán destacou a complexidade da Europa Central, um aspecto que, segundo ele, muitas vezes é ignorado por analistas e decisores políticos norte-americanos que observam a situação a partir de uma distância considerável. “Os Estados Unidos estão longe, e a Europa Central é complicada e difícil de entender”, afirmou Orbán. Ele acredita que é fundamental oferecer aos EUA uma perspectiva mais próxima, que leve em conta as nuances históricas e culturais da região, para que possam tomar decisões mais informadas em busca de uma solução pacífica para o conflito.
Orbán mencionou que a guerra na Ucrânia é percebida de maneira diferente na Europa do que nos Estados Unidos. Sua intenção é esclarecer essas diferenças e auxiliar no entendimento da realidade local, promovendo uma análise mais contextualizada e rica. Essas declarações surgem em um momento em que a Hungria se posiciona, em várias ocasiões, como uma voz crítica nas discussões sobre a adesão da Ucrânia à União Europeia e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), desafiando narrativas predominantes.
Recentemente, também, o ex-presidente Donald Trump elogiou Orbán, caracterizando-o como um “verdadeiro amigo, lutador e vencedor”. Trump prometeu apoio nas eleições húngaras, reforçando os laços entre os dois líderes. O panorama político na Hungria, em particular, e na Europa, em geral, continua a ser influenciado por questões relacionadas à segurança e à diplomacia, com destaque para o papel dos EUA na busca por estabilidade na região.







