Humorista Vinicius Antunes se defende de crítica cruel após a trágica morte de seu filho em acidente de trânsito no Rio de Janeiro.

Na última quarta-feira, o humorista Vinicius Antunes, conhecido pelo nome artístico Cacofonias, fez uso das redes sociais para responder a um comentário desrespeitoso que surgiu após a trágica morte de seu filho, Francisco Farias Antunes, de apenas 9 anos. A fatalidade ocorreu na segunda-feira, quando Francisco, que estava em uma bicicleta elétrica, e sua mãe, Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, foram atropelados por um ônibus na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro. Infelizmente, a mãe também não sobreviveu ao acidente.

Após a repercussão dessa triste notícia, um internauta publicou um comentário maldoso, atribuindo a morte do menino a piadas feitas por Cacofonias sobre religião, afirmando que “fez piada com a Bíblia e agora colhe as consequências”. O humorista não hesitou em rebater tais afirmações, afirmando que tanto sua mãe quanto seu filho não eram responsáveis pelas suas piadas e que, assim como eles, muitos outros não tinham nada a ver com as suas provocações humorísticas.

Em uma resposta contundente, Cacofonias afirmou que a avó e a mãe de Francisco eram evangélicas e se revoltou com a insensibilidade do comentário. “Seu Deus matou dois que não têm nada a ver e me deixou vivo para continuar fazendo piadas. Toma!”, declarou ele, provocando uma nova discussão nas redes sociais sobre a dor da perda e a ética das piadas.

O comediante ainda compartilhou que está em um processo de recuperação emocional e anunciou que voltará em breve, prometendo que seu humor será ainda mais impactante. O velório e sepultamento do menino, carinhosamente chamado de Chico, ocorreram no mesmo dia, no Cemitério da Penitência, no Caju, onde Cacofonias prestou suas últimas homenagens.

Durante a cerimônia, o artista manifestou sua aversão a ver imagens do acidente e fez um apelo por melhorias na segurança e infraestrutura das vias na cidade, demonstrando sua preocupação com a segurança das crianças. O evento que deveria ser marcado pela tristeza pela perda de um filho inesperada, também trouxe à tona a necessidade de conversas sobre respeito e compaixão, especialmente em tempos de dor.

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