Hugo Motta busca ouvir Lula antes de definir relator para PEC 6×1, que deve ir ao plenário ainda em maio, acelerando discussões sobre a proposta.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, manifestou a intenção de ouvir a opinião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de designar um relator para a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6×1, que será discutida em uma comissão especial focada na análise do mérito da iniciativa. Motta articula com agilidade para que a PEC, que promete ser um marco nas discussões políticas atuais, seja levada ao plenário ainda no mês de maio. O cronograma prevê a instalação da comissão especial logo após a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), um passo que, segundo a previsão, pode ocorrer na quarta-feira, dia 15 de abril.

As movimentações em torno da PEC 6×1 revelam a estratégia do presidente da Câmara em antecipar-se à entrada de um projeto de lei com temática semelhante, que foi encaminhado com urgência constitucional. A urgência, por sua vez, impõe um prazo de 45 dias para que a Câmara vote o texto. Caso contrário, a Casa ficará impossibilitada de realizar novas votações, o que poderia travar a pauta legislativa.

No entanto, a relação entre Motta e Lula se intensificou em um almoço realizado na terça-feira, onde ambos discutiram a questão da escala 6×1. Conforme relatos de pessoas próximas a Motta, Lula expressou a necessidade de apresentar o projeto de lei como uma forma simbólica de se posicionar sobre o assunto. Apesar de reconhecer a relevância da discussão, Motta se mostrou cauteloso, afirmando que levará a demanda do governo ao Colégio de Líderes, mas sem prometer andamento imediato ao projeto de lei.

A proposta do Planalto foi oficialmente enviada na noite de terça-feira, em uma edição extra do Diário Oficial da União. Contudo, entre os aliados de Hugo Motta, prevalece a convicção de que o avanço da PEC será o foco principal da Câmara, sugerindo uma movimentação política que pode redefinir os rumos da legislação no país. A expectativa é alta, e as próximas semanas podem ser decisivas para a dinâmica legislativa e para os interesses do governo.

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