A protoestrela em questão, conhecida como IRAS 18162-2048, está situada a 5.500 anos-luz da Terra, no interior da nuvem molecular L291. O fenômeno observado é notável não apenas pela sua escala e velocidade, mas também pelo impacto que esses jatos têm nas nuvens de gás interestelar circundantes, que são incendiadas pela energia liberada durante a emissão do jato.
As imagens capturadas pelo Hubble mostram dois objetos, designados como Herbig-Haro HH 80 e HH 81, que brilham em tons de verde e rosa, revelando detalhes fascinantes da interação entre o jato estelar e o gás ao redor. Esses objetos são formados quando a alta velocidade do jato colide com gás previamente expelido, criando ondas de choque. Esse processo resulta no aquecimento do material e no brilho intenso que os astrônomos conseguem observar.
As protoestrelas como IRAS 18162-2048 são alimentadas por um disco de acreção, um anel de gás que gira ao redor do astro em formação. Esse disco não apenas fornece material à estrela, mas seus campos magnéticos intensos também canalizam parte desse gás para os polos da estrela, onde é acelerado e expelido em jatos super rápidos. É um fenômeno comum na formação estelar, embora raramente visto em estrelas tão massivas quanto a que está em observação.
O Telescópio Hubble, que já está em operação há mais de 36 anos, continua a ser uma ferramenta essencial para o estudo da formação estelar, permitindo que os cientistas obtenham dados valiosos sobre fenômenos astronômicos complexos. A capacidade do instrumento de capturar novas imagens e revelar detalhes ainda desconhecidos reafirma sua relevância na pesquisa astronômica contemporânea.






