Recentemente, surgiram informações indicando que os houthis poderiam ameaçar bloquear o estreito de Bab al-Mandeb. Essa medida teria um impacto direto no acesso ao mar Vermelho, afetando seriamente as operações navais dos Estados Unidos na região. Embora a possibilidade de tal ação ainda seja incerta, Johnson ressalta que os houthis estão em uma posição de potencial jogo de xadrez na dinâmica do conflito, que abrange várias potências regionais e globais.
Segundo Johnson, a decisão dos houthis de entrar ou não no confronto dependerá muito das ações que os EUA decidirem tomar em relação ao Irã. Ele explica que qualquer movimento militar significativo dos Estados Unidos, como uma operação terrestre no Irã, poderia precipitar uma resposta do grupo iemenita. Nesse caso, o fechamento do estreito de Bab al-Mandeb poderia muito bem seguir um padrão semelhante ao do estreito de Ormuz, que já foi alvo de tensões em situações passadas.
Desde o fim de fevereiro, a campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã tem avançado, envolvendo uma série de ataques aéreos e marítimos. Nesse cenário, o foco de Washington e Tel Aviv é impedir que o Irã consiga desenvolver armas nucleares, um objetivo que lança um filtro ainda mais intenso sobre os movimentos dos houthis e suas potenciais ações na região.
A complexidade do cenário atual alimenta um clima de incertezas, onde cada decisão tomada por uma das partes pode realmente influenciar o desenrolar do conflito. As implicações de um envolvimento direto dos houthis poderiam redefinir as estratégias de segurança e as alianças no Oriente Médio, exigindo um acompanhamento atento das dinâmicas em curso nas próximas semanas.






