De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, a equipe da organização não foi autorizada a entrar no hospital para avaliar as condições dos pacientes e as necessidades médicas. Esta não é a primeira vez que hospitais em Gaza são alvos de ataques israelenses, que alegam que o Hamas utiliza a população como “escudo”.
A situação no Complexo Médico Nasser se agravou ainda mais após militares de Israel ordenarem a evacuação de milhares de pessoas deslocadas que estavam abrigadas no hospital. Segundo o porta-voz das Forças Armadas de Israel, Daniel Hagari, havia informações de que o Hamas teria mantido sequestrados no hospital e que os corpos poderiam estar no local, mas as evidências não foram divulgadas.
A invasão do hospital ocorreu em meio à ofensiva terrestre de Israel contra o Hamas no sul de Gaza. O Nasser era o maior hospital em funcionamento no enclave e, segundo o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, as Forças de Defesa de Israel detiveram 70 profissionais médicos e dezenas de pacientes, prejudicando ainda mais a capacidade de atendimento do hospital.
Nos últimos dias, médicos afirmaram que os bombardeios se aproximaram do local, gerando ainda mais preocupação com a segurança dos pacientes e profissionais de saúde. A invasão do Complexo Médico Nasser representa uma situação crítica em um momento em que o Exército israelense tem enfrentado críticas por suas ações contra hospitais em Gaza.
A situação é extremamente preocupante, e a OMS alerta para a necessidade urgente de transferência dos pacientes para outros hospitais que ainda estão funcionando na região. A questão humanitária em Gaza é um dos principais focos de atenção neste momento, e a comunidade internacional está acompanhando de perto a situação para tentar garantir a segurança e o atendimento médico adequado para a população que está sendo afetada pelos conflitos na região.
