Homem mata ex-mulher em Sorocaba após ela acionar botão do pânico; vítima não sobrevive aos ferimentos e agressor permanece foragido.

Na noite de segunda-feira, 30 de março, um trágico incidente em Sorocaba, no interior de São Paulo, resultou na morte de Maria Eugênia de França Chagas, uma faxineira de 51 anos, que foi brutalmente assassinada a facadas por seu ex-marido, Zito de Jesus Sardinha, de 46 anos. O crime ocorreu após a vítima acionar o “Botão do Pânico”, um aplicativo de proteção destinado a ajudar mulheres em situações de violência doméstica. O enterro de Maria Eugênia está programado para ocorrer nesta quarta-feira, 1º de abril, em Votorantim.

De acordo com informações coletadas pela polícia, Maria Eugênia e sua filha retornavam para casa utilizando um carro por aplicativo. Ao chegarem ao destino final, as duas seguiram por uma viela quando foram atacadas. Uma testemunha que se encontrava nas proximidades relatou ter escutado gritos de socorro, vindo da filha da vítima, momentos antes que a situação se tornasse trágica.

Após o crime, essa mesma testemunha viu Zito vasculhando o chão em busca da chave de sua moto, que estava ao lado do corpo de Maria Eugênia. Após localizar a chave, ele fugiu em alta velocidade e, até o presente momento, não foi encontrado pelas autoridades.

Os moradores da vizinhança, alarmados pelos gritos, correram para o local e tentaram prestar socorro à vítima, utilizando uma toalha para estancar o sangramento. Contudo, mesmo com os esforços, Maria Eugênia não sobreviveu aos ferimentos e foi declarada morta no local do crime.

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Sorocaba foi acionada imediatamente após a ativação do Botão Emergencial Maria da Penha, um recurso que foi implementado pela prefeitura no início de fevereiro deste ano. Contudo, ao chegarem, os agentes encontraram a cena já dominada por vizinhos, que tentaram ajudar, mas a mulher já havia falecido.

O caso está sob investigação da Delegacia de Defesa da Mulher de Sorocaba, que busca esclarecer todas as circunstâncias que cercaram esse ato violento. A prefeitura foi questionada sobre o acompanhamento de Maria Eugênia no programa de proteção, bem como o tempo levado para a chegada da GCM ao local, mas ainda não teve uma resposta oficial. O caso destaca não apenas a tragédia pessoal envolvendo Maria Eugênia, mas também a urgência da discussão sobre a violência doméstica e as ferramentas de proteção disponíveis para mulheres que vivem essa realidade.

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