Tragédia Aérea em Belo Horizonte: Veterinário e Piloto Morrem em Acidente
Belo Horizonte vivenciou uma tragédia na manhã desta segunda-feira, quando a queda de um avião de pequeno porte resultou na morte de três pessoas, incluindo o médico veterinário Fernando Moreira Souto, de 36 anos. Fernando era filho do prefeito de Jequitinhonha, Nilo Souto, e sua morte deixou um profundo impacto na comunidade local, ainda em choque com a notícia.
Além de Fernando, o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, também não sobreviveu ao acidente. O Corpo de Bombeiros trabalha intensamente para recuperar os corpos das vítimas, que permanecem presos nos destroços da aeronave. A Prefeitura de Jequitinhonha ainda não se manifestou oficialmente a respeito da fatalidade.
O acidente ocorreu no bairro Silveira, situado na Região Nordeste da capital mineira, quando a aeronave colidiu com um prédio de três andares. O impacto foi registrado na área da escadaria, o que, felizmente, evitou ferimentos entre os moradores do edifício. Apesar do susto, não houve vítimas civis, embora a comunidade da região tenha ficado visivelmente abalada com o evento trágico.
Três sobreviventes foram resgatados e levados ao Hospital de Pronto Socorro João XVIII em estado grave. Eles foram identificados como Hemerson Almeida Souza, de 52 anos, Arthur Berganholi, de 25 anos, e Leonardo Berganholi, de 49 anos. Dois deles apresentam múltiplas fraturas, e enquanto dois sobreviventes estavam conscientes, um permaneceu inconsciente durante o resgate.
A resposta ao acidente mobilizou diversas equipes de emergência, incluindo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a Polícia Militar e a Defesa Civil, que interditou o prédio para uma avaliação estrutural posterior. Os trabalhos seguem enquanto se busca investigar as causas da queda.
A aeronave, um modelo bimotor Neiva EMB-721C, havia decolado do Aeroporto da Pampulha, que fica a apenas cinco quilômetros do local do acidente. Apesar de estar com todos os certificados em dia até 2027, a documentação indicava que o avião não tinha autorização para operar como táxi aéreo. As investigações estão sendo conduzidas pela Força Aérea Brasileira, através do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), e pela Polícia Civil.
A apuração das circunstâncias que levaram ao acidente continua, enquanto a cidade lamenta a perda de seus cidadãos.







