A ocorrência começou quando a Polícia Militar foi acionada para atender um chamado sobre um caso de autoextermínio por enforcamento. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o corpo de Stefany no chão, sem sinais vitais. Josenilton, que estava presente, alegou ter apenas acordado para encontrar a mulher pendurada e, segundo ele, “fria ao toque.” Ele mencionou ter cortado o laço e chamado por ajuda.
Vizinhos, ao chegarem à cena, tentaram realizar manobras de reanimação, mas foram em vão. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmaram a morte no local.
O desdobrar dos fatos adquiriu contornos ainda mais complexos quando os policiais conversaram com o irmão de Stefany. Ele apresentou mensagens de WhatsApp enviadas pela irmã no dia anterior, nas quais a vítima relatava ter sido agredida por Josenilton. As mensagens incluíam uma foto que mostrava um olho roxo, evidenciando o histórico de violência doméstica.
A análise da cena do crime, realizada pelo Instituto de Criminalística, trouxe novas evidências que descartavam a hipótese de suicídio. O laço utilizado para enforcamento estava fixado em uma altura superior a dois metros no teto, impossibilitando que Stefany o colocasse sozinha, mesmo utilizando a cama como apoio.
Além disso, um exame preliminar do corpo não indicou lesões compatíveis com o enforcamento, reforçando a tese de que a narrativa apresentada por Josenilton era inconsistente. Ao investigar o histórico criminal do suspeito, os policiais descobriram que ele já havia enfrentado acusações de uso de entorpecentes e roubo, além de registros de violência doméstica, nos quais Stefany constava como vítima.
Por conta das evidências e do histórico violento, Josenilton foi formalmente preso sob as acusações de feminicídio, fraude processual e violência doméstica. Ele permanece à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia, enquanto a tragédia de Stefany ecoa na comunidade e levanta importantes discussões sobre os alarmantes índices de violência contra a mulher.






