Esse comportamento inadequado se desenrolou entre os dias 27 e 31 de março de 2026, período em que o indiciado utilizou seu telefone para contatar repetidamente o serviço destinado ao atendimento ao público. Durante essas ligações, o homem fez perguntas provocativas e totalmente desconectadas da função do atendimento, como “tá sem calcinha?” e “você tá menstruada?”, que, sem dúvida, feriram a dignidade das profissionais que atendiam as chamadas. Notavelmente, quando a ligação era atendida por homens, ele imediatamente desligava, evidenciando ainda mais a natureza específica de seus abusos.
A situação chamou a atenção da Polícia Legislativa Federal (PLF), que, após receber os relatos das atendentes, deu início a um trabalho de investigação. Graças ao acesso às gravações das chamadas e à confirmação da titularidade da linha telefônica junto à operadora, a PLF conseguiu identificar o autor das imprudentes ligações.
Em virtude da natureza reiterada da conduta, a Polícia Legislativa considera que o caso pode ser tratado como continuidade delitiva, o que implica que, em um eventual julgamento, a pena do acusado pode ser aumentada significativamente, alcançando até mais de cinco anos de reclusão. Essa situação não apenas destaca a importância de um ambiente de trabalho seguro e respeitoso, mas também alerta sobre a necessidade de medidas rigorosas contra a impunidade em casos de assédio e importunação sexual.
A Câmara dos Deputados e as autoridades competentes têm a responsabilidade de garantir que situações como essa não se repitam, implementando ações preventivas e educativas para proteger seus servidores e proporcionar um ambiente de trabalho que assegure dignidade e respeito a todos.







