Hertz Dias, pré-candidato à Presidência pelo PSTU, propõe novas estratégias de defesa e reforma trabalhista em meio à crítica à esquerda institucional

Filiado ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) desde 2010, Hertz Dias tem se destacado por sua trajetória política, embora não tenha conquistado um cargo eletivo até agora. Atuou como vice na chapa de Vera Lúcia para a Presidência, além de ter disputado as eleições para o governo do Maranhão e para a Prefeitura de São Luís. Nas eleições de 2022, o PSTU lançou 163 candidatos a diversas funções, mas, lamentavelmente, não conseguiu eleger nenhum.

Atualmente, Hertz Dias é professor de história, rapper e pré-candidato à presidência da República pelo PSTU, e recentemente compartilhou com a imprensa suas propostas para a campanha de 2026. Entre suas prioridades, destaca o fortalecimento das forças armadas como resposta a um suposto aumento das interferências estrangeiras, especialmente por parte dos Estados Unidos. Ele menciona a operação que visou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro como um exemplo da necessidade de uma defesa mais robusta. Para ele, o Brasil precisa transformar parte de seus 1,3 milhão de reservistas em uma reserva ativa, semelhante ao modelo suíço, permitindo até o porte de armas sem munição.

Outro ponto que merece atenção é a iniciativa dos EUA chamada “Escudo das Américas”, voltada para o combate ao crime organizado. Apesar do Brasil ter ficado de fora dessa coalizão, o país já sentiu os impactos dessa associação, com sanções sendo impostas a indivíduos e empresas por supostas conexões com organizações criminosas.

Dias também argumenta que tanto o Primeiro Comando da Capital (PCC) quanto o Comando Vermelho (CV) deveriam ser reconhecidos como “organizações burguesas”, e critica a atual Lei de Drogas, que, segundo ele, penaliza desproporcionalmente a população negra.

Seus planos incluem a redução da jornada de trabalho de 6 para 4 dias, além da estatização sem indenização de setores estratégicos como energia e mineração. Ele critica a abordagem do governo atual em relação ao desenvolvimento das terras raras, defendendo uma política mais autônoma.

Dias utilizou a greve de quatro anos na Avibras, uma indústria bélica de grande relevância, como exemplo de mobilização operária, ressaltando a importância do setor para a soberania nacional.

Finalmente, ele criticou a esquerda institucional por falta de unidade, destacando divergências programáticas com outras siglas e evidenciando a necessidade de uma verdadeira agenda socialista. Em sua análise, Dias refutou as comparações entre pré-candidaturas de esquerda, enfatizando as diferenças profundas que ainda existem entre os partidos.

Neste contexto, Hertz Dias se posiciona como uma alternativa à política vigente, buscando uma agenda que priorize os trabalhadores e a soberania nacional.

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