Atualmente, Hertz Dias é professor de história, rapper e pré-candidato à presidência da República pelo PSTU, e recentemente compartilhou com a imprensa suas propostas para a campanha de 2026. Entre suas prioridades, destaca o fortalecimento das forças armadas como resposta a um suposto aumento das interferências estrangeiras, especialmente por parte dos Estados Unidos. Ele menciona a operação que visou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro como um exemplo da necessidade de uma defesa mais robusta. Para ele, o Brasil precisa transformar parte de seus 1,3 milhão de reservistas em uma reserva ativa, semelhante ao modelo suíço, permitindo até o porte de armas sem munição.
Outro ponto que merece atenção é a iniciativa dos EUA chamada “Escudo das Américas”, voltada para o combate ao crime organizado. Apesar do Brasil ter ficado de fora dessa coalizão, o país já sentiu os impactos dessa associação, com sanções sendo impostas a indivíduos e empresas por supostas conexões com organizações criminosas.
Dias também argumenta que tanto o Primeiro Comando da Capital (PCC) quanto o Comando Vermelho (CV) deveriam ser reconhecidos como “organizações burguesas”, e critica a atual Lei de Drogas, que, segundo ele, penaliza desproporcionalmente a população negra.
Seus planos incluem a redução da jornada de trabalho de 6 para 4 dias, além da estatização sem indenização de setores estratégicos como energia e mineração. Ele critica a abordagem do governo atual em relação ao desenvolvimento das terras raras, defendendo uma política mais autônoma.
Dias utilizou a greve de quatro anos na Avibras, uma indústria bélica de grande relevância, como exemplo de mobilização operária, ressaltando a importância do setor para a soberania nacional.
Finalmente, ele criticou a esquerda institucional por falta de unidade, destacando divergências programáticas com outras siglas e evidenciando a necessidade de uma verdadeira agenda socialista. Em sua análise, Dias refutou as comparações entre pré-candidaturas de esquerda, enfatizando as diferenças profundas que ainda existem entre os partidos.
Neste contexto, Hertz Dias se posiciona como uma alternativa à política vigente, buscando uma agenda que priorize os trabalhadores e a soberania nacional.





