Segundo a defesa de Silvia, a nomeação de Suzane ocorreu antes do prazo final para a apresentação de documentos que comprovariam a união estável entre ela e Miguel, um prazo que se encerra na próxima terça-feira, dia 10. Tal fato levantou questionamentos sobre a legalidade da decisão, que a prima pretende contestar na Justiça. As advogadas de Silvia ressaltaram que a nomeação de Suzane não confere autorização para a prática de atos irregulares, como a retirada de bens da herança, a entrada em propriedades do médico ou o desaparecimento de objetos que pertenciam a ele.
A defesa também manifestou apreensão quanto à capacidade de Suzane em gerir o patrimônio deixado. Segundo suas advogadas, “a função exige responsabilidade e imparcialidade”, o que torna a decisão, na visão da prima, um “alto risco”. Essa opinião é ainda mais intensificada pelo fato de que, durante sua vida, Miguel já havia obtido uma decisão judicial que reconhecia a incapacidade de Suzane para herdar bens de seus próprios pais. Essa medida, na perspectiva da defesa, agrava ainda mais a situação e justifica o questionamento da decisão atual.
Em função da complexidade do caso e do contexto jurídico, Silvia Magnani confirmou que irá recorrer da decisão a fim de assegurar a legalidade do processo e proteger os bens que foram deixados pelo médico. Essa situação delicada promete desdobramentos interessantes e enfatiza as nuances das questões relacionadas a heranças, especialmente em casos que envolvem figuras públicas e polêmicas. Silvianão se intimida e está determinada a lutar pelos direitos que entende serem seus, buscando uma justificativa sólida que mantenha a integridade do legado de Miguel Abdalla Netto.







