Heloísa enfatizou que a coleta de assinaturas foi resultado de um esforço conjunto de parlamentares de diferentes linhas ideológicas, destacando a parceria com a deputada Fernanda Melchiorna. A ativista política se referiu ao trabalho como um esforço “diário” e desafiador, ressaltando a conquista de apoios tanto de partidos de esquerda quanto de direita. “Conseguimos assinaturas de esquerda, direita, comunista, liberal”, afirmou Heloísa, pontuando a natureza suprapartidária da mobilização.
Além de celebrar o avanço, a deputada atacou diretamente parlamentares que, segundo ela, poderiam ter assinado o pedido da CPMI apenas para negociar posteriormente a não instalação da comissão. Rejeitando qualquer possibilidade de acordo nesse sentido, Heloísa declarou que sua pressão pela instauração da CPMI continuará firme. “Não aceito ‘acordo vigarista’”, afirmou, prometendo monitorar de perto o andamento do processo.
A parlamentar também reiterou graves acusações relacionadas ao Banco Master, incluindo irregularidades envolvendo recursos destinados a aposentados e pensionistas, e práticas ilícitas que, segundo ela, necessitam de uma investigação rigorosa por parte do Congresso. Para Heloísa, a CPMI deve operar de forma completamente transparente, sem segredos ou vazamentos seletivos. “O povo tem o direito de acompanhar uma CPMI sem segredo de justiça”, enfatizou ela.
Com as assinaturas coletadas, o próximo passo agora é a leitura do requerimento e a formalização da CPMI pelo Congresso Nacional, uma decisão que depende da Mesa Diretora e do diálogo entre as diferentes lideranças partidárias. A questão começa a mobilizar diversos grupos no Parlamento, e promete ganhar destaque na agenda política nacional, sobretudo no contexto do enfrentamento que caracteriza a postura dos congressistas envolvidos na proposta.
A instalação, ou não, da CPMI representará um teste importante de força entre governo, oposição e grupos independentes no Congresso, e o desenrolar deste cenário deverá ser acompanhado de perto pela sociedade.
