Se o afastamento se concretizar, Massis Júnior permanecerá no cargo até o final de 2026, completando o restante do mandato que pertencia a Casares. O novo presidente interino, de 80 anos, já faz parte da história do clube há décadas, tendo sido vice-presidente durante o primeiro mandato de Casares, iniciado em 2021. Em 2023, Massis foi reeleito ao lado do presidente, em uma manobra que trouxe de volta a possibilidade de reeleição ao São Paulo, após uma articulação conjunta com o Conselho Deliberativo.
Massis Júnior é um conselheiro vitalício e sócio do clube desde 1964, com um histórico robusto de envolvimento nas várias diretorias são-paulinas. Além disso, ele é empresário e proprietário do Hotel Massis, situado na região da Consolação em São Paulo. O dirigente faz parte do grupo Vanguarda Tricolor, que se distanciou da coalizão liderada anteriormente por Casares e reúne figuras de proa do clube, como Marcelo Pupo, ex-presidente do Conselho e aliado do ex-presidente Leco.
Ao longo de sua trajetória, Massis Júnior participou de momentos icônicos do São Paulo, como os mundiais de 1992 e 1993, quando ocupava o cargo de diretor-adjunto administrativo. Também esteve presente como diretor-adjunto de futebol na conquista do Torneio Rio-São Paulo em 2001. Antes mesmo da votação que resultou no afastamento de Casares, ele já havia expressado publicamente seu apoio à mudança, sinalizando uma clara nova direção para o clube. Contudo, tanto a manutenção de Casares quanto a eventual gestão de Massis são vistas internamente como fragilizadas em termos de força política, deixando o futuro do São Paulo em um limbo de incertezas e desafios.







