Hamas e Jihad Islâmica libertam prisioneiros israelenses em Gaza como parte de acordo de troca com Israel.

Israelenses são libertados como parte de troca de prisioneiros com o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina

Na última sexta-feira (14), o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina (PIJ) anunciaram a libertação de três prisioneiros israelenses do sexo masculino: Alexander Trufanov, Sagui Dekel-Chen e Yair Horn. A soltura está prevista para ocorrer neste sábado (15) na região de Gaza.

Segundo informações obtidas pela Al Jazeera, a notícia foi bem recebida por Israel, que concordou com a libertação em troca de 369 prisioneiros palestinos atualmente detidos em prisões israelenses. Dentre esses prisioneiros, 36 cumprem penas de prisão perpétua e 333 são originários de Gaza, conforme informou o Gabinete de Imprensa dos Prisioneiros Palestinos.

O anúncio ocorre em meio a um cenário de tensões na região, com destaque para a recente visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aos Estados Unidos. Durante essa visita, o presidente Donald Trump fez declarações polêmicas sobre a situação em Gaza, sugerindo que os palestinos deveriam deixar o enclave devastado e se transferir para o Egito e a Jordânia – proposta que foi rejeitada por ambos os países e pela comunidade árabe em geral.

Vale ressaltar que o cessar-fogo está em vigor na Faixa de Gaza desde 19 de janeiro, após 470 dias de hostilidades entre Israel e Hamas. Esse acordo prevê a liberação de reféns israelenses em troca da libertação de prisioneiros palestinos. Desde o início do conflito em outubro de 2023, estima-se que mais de 48 mil palestinos e cerca de 1,5 mil israelenses tenham perdido a vida.

Diante desse contexto delicado, a libertação dos prisioneiros israelenses é um passo positivo em direção à pacificação da região. A troca de prisioneiros demonstra um esforço mútuo para promover o diálogo e a reconciliação entre os lados envolvidos no conflito.

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