Hakimi Afirma Que Caso de Estupro Só Existe Por Sua Fama: “Se Não Fosse Conhecido, Nunca Haveria Um Caso”

Hakimi defende-se em meio a acusações: “Se não fosse conhecido, nunca haveria este caso”

Ulrik Pedersen/NurPhoto via Getty Images

Achraf Hakimi, lateral-direito do Paris Saint-Germain e uma das principais figuras da seleção marroquina, enfrenta sérias acusações de estupro. Em um desdobramento recente, o Tribunal de Apelação de Versalhes negou um recurso que pretendia barrar o prosseguimento do caso, que agora será levado à Justiça francesa. A acusação, feita por uma mulher de 24 anos, remonta a um incidente em 2023, e o atleta agora está à espera do julgamento que poderá definir seu futuro.

A decisão do tribunal foi proferida depois que o juiz considerou que há elementos suficientes para seguir em frente com o processo, permitindo que a acusação seja analisada por um júri no Tribunal Criminal Departamental. O caso, que já atraiu uma quantidade significativa de atenção da mídia, é visto como um marco tanto para a carreira do jogador quanto para a luta contra a violência de gênero.

A advogada da denunciante, Rachel-Flore Pardo, expressou alívio e esperança com a decisão da justiça. segundo Pardo, os mais de três anos de batalhas judiciais foram desgastantes para sua cliente, que enfrentou calúnias e difamações ao longo do processo. A expectativa é que o julgamento traga um senso de justiça e restauração à jovem que fez a denúncia.

Em uma resposta nas redes sociais, Hakimi argumentou que o caso só tomou proporções tão grandiosas devido à sua fama. “Se você não fosse conhecido, nunca haveria um caso”, disse ele, acrescentando que escolheu manter-se em silêncio na esperança de que a justiça prevalecesse. O jogador demonstrou um desejo intenso de prover sua versão dos fatos e aguarda com expectativa a oportunidade de se defender formalmente. “Finalmente poderei falar”, declarou Hakimi sobre a proximidade do julgamento que se avizinha.

Atualmente, o jogador se encontra nos Estados Unidos com a seleção de Marrocos, que compete na Copa do Mundo de 2026, integrando o Grupo C ao lado de Brasil, Haiti e Escócia. A situação de Hakimi promete continuar sendo um assunto de intenso debate tanto no mundo do futebol quanto na discussão sobre direitos e proteção das vítimas.

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