Durante sua explanação, Haddad focou na comparação entre os números que recebeu da administração anterior, especialmente em relação ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro revelou que o déficit fiscal projetado para 2023, reflexo das práticas desse período anterior, poderia superar 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), uma evidência da pressão que as contas públicas ainda enfrentam devido às escolhas econômicas passadas.
Para contrabalançar essa perspectiva, Haddad destacou o que considera um avanço significativo nas finanças do país sob sua gestão. Ele mencionou que o déficit fiscal do ano anterior, já sob sua administração, ficou em 0,48% do PIB, levando em consideração diversas exceções que poderiam influenciar os números. “Isso significa que, em apenas dois anos, conseguimos reduzir o déficit primário em 70%”, enfatizou Haddad, apontando para um esforço de ajuste fiscal que ele acredita ser essencial para a estabilidade econômica.
A disposição do ministro para o debate não apenas mostra uma atitude proativa em relação à transparência das contas nacionais, mas também pode ser vista como uma estratégia para reforçar a confiança da sociedade nas políticas fiscais atuais. Ele busca, assim, não apenas informar, mas também engajar a opinião pública e fomentar uma discussão saudável sobre as diretrizes que moldam a economia brasileira nos próximos anos. Nesse cenário, a troca de ideias e experiências entre os ex-ministros poderá trazer insights valiosos e contribuir para um futuro fiscal mais sólido e sustentável.







