Tabata Amaral, do PSB, teve um papel ativo nas discussões sobre a campanha, especialmente em questões relacionadas à segurança pública, um dos maiores temas de preocupação entre os eleitores, conforme apontam pesquisas. Reuniões entre ela e Haddad começaram em abril, resultando na recomendação de especialistas para ajudar na formulação de propostas específicas. Haddad considera a segurança pública um dos pilares centrais de sua estratégia, prevendo inclusive, a apresentação antecipada de ideias ao público.
Por outro lado, a assessoria de Boulos, atualmente ministro da Secretaria-Geral da Presidência, ressalta que ele está totalmente comprometido com seu ministério e com a pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso limita sua participação na pré-campanha de Haddad, embora a equipe do ex-prefeito afirme que Boulos estará ao seu lado nas eleições, contribuindo sobretudo por meio de laços com movimentos sociais e coletivos nas periferias.
O relacionamento entre Haddad e Boulos, no entanto, não é o mais próximo. Membros do PSOL reconhecem que Boulos nunca teve uma relação estreita com Haddad, algo que ficou evidente nas eleições municipais passadas, onde a presença do petista foi modesta. Mesmo assim, a liderança do PSOL minimiza a impactação da dinâmica, argumentando que Haddad possui os meios necessários para atingir seus objetivos sem depender da colaboração de Boulos.
Haddad afirmou que tanto Tabata quanto Boulos estão disponíveis para colaborar em sua campanha, cada um com suas respectivas missões. A comunicação entre eles parece estar se consolidando, especialmente com Tabata sendo vista como uma aliada chave na abertura de diálogos com setores empresariais e na movimentação nas redes sociais, onde ela já começou a criticar o governo de Tarcísio de Freitas.
Independentemente das tensões e desníveis no apoio, Haddad e Tabata mostraram-se dispostos a trabalhar juntos, buscando construir uma plataforma que dialogue diretamente com as inquietações do eleitorado paulista. A deputada, embora tenha sido cogitada como uma possível vice na chapa, estabelece como sua prioridade a ampliação da representação do PSB na câmara federal.
Neste cenário, a pré-candidatura de Haddad não se limita apenas a alianças, mas se orienta por uma tentativa de unir forças em torno de uma proposta que, se bem elaborada, poderá ressoar de forma positiva nas urnas em 2024.





