Haddad pede investigação da Polícia Federal sobre fraudes do Banco Master e liga escândalos a Jair Bolsonaro e sua gestão no Banco Central.

Na última sexta-feira, o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, fez um chamado contundente para que a Polícia Federal amplie suas investigações em relação ao Banco Master. A declaração surge um dia após uma operação da PF que visou, entre outros, o senador Jaques Wagner, o atual líder do governo Lula no Senado. Durante uma entrevista à BandNews TV, Haddad enfatizou a importância de esclarecer a fundo as relações deste escândalo, afirmando que “onde quer que os tentáculos do Banco Master tenham chegado”, é dever das autoridades investigar.

Haddad recordou que desde o início dessas investigações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado comprometimento com a transparência, convocando entidades do judiciário e do Ministério Público para garantir que todos os fatos sejam apurados, sem importar quem esteja envolvido. O ex-ministro sublinhou que a Polícia Federal, ao atuar de forma autônoma, deve investigar qualquer indício de irregularidade. Em sua avaliação, a magnitude da fraude sugere uma complexidade que envolve várias camadas de responsabilidade.

No contexto do escândalo, o ex-ministro fez questão de ressaltar a postura do senador Jaques Wagner, que se dispôs a se explicar publicamente logo após a operação, evidenciando sua segurança em relação à legalidade de suas ações. “Se o senador está seguro de seus atos, deve se expor para explicar e se colocar à disposição das autoridades”, destacou Haddad.

A conexão entre o Banco Master e o governo anterior também foi tema central da fala de Haddad. Ele estabeleceu um vínculo entre os escândalos e figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo os senadores Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira, além de criticar a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central, que permitiu o funcionamento da instituição financeira. Para Haddad, a atual situação representa o que pode ser definido como “a maior fraude bancária da história do país”, que teve suas raízes na administração anterior.

As investigações levantam sérias suspeitas sobre Wagner, incluindo acusações de que ele teria recebido um apartamento em Salvador, além de outros benefícios. Durante a operação, foram apreendidos significativos valores em espécie em locais associados ao senador, que justificou esses montantes como diárias legais não utilizadas em missões oficiais. Sua assessoria reafirmou que todos os valores foram devidamente declarados, e Wagner se colocou à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.

Essa situação complexa reflete não apenas a necessidade urgente de investigações aprofundadas, mas também evidencia as tensões políticas marcantes que permeiam o cenário nacional atual, onde questões de transparência e responsabilidade estão no cerne do debate público.

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