Haddad Defende “Taxa das Blusinhas” e Abre Debates Sobre Prévia no PT em Pré-Campanha ao Governo de São Paulo

Na corrida pela governança de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) tem se posicionado de maneira clara em relação a temas controversos e criticado seus adversários. Em uma recente entrevista, Haddad reafirmou seu apoio à chamada “taxa das blusinhas”, uma proposta que busca regular a tributação sobre compras internacionais de baixo valor. Ele argumenta que essa medida é essencial para equilibrar a carga tributária entre o comércio físico e o virtual, enfatizando que a cobrança é respaldada pelo ICMS aplicado pelos estados. Apesar das críticas que recebeu, Haddad destoa da narrativa de que sua posição seja um erro. Para ele, a oposição política distorceu o debate.

Em sua análise, o ex-ministro também não hesitou em direcionar críticas ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Haddad ressaltou que a manutenção do ICMS por parte dos estados não é problemática e questionou por que o governo paulista não é alvo similar de escrutínio. Essa abordagem visa consolidar sua posição como uma alternativa viável à administração atual.

Além disso, Haddad tem intensificado sua presença no interior paulista, visitando universidades e se preparando para a campanha. Embora uma pesquisa recente indique um cenário desafiador, com Tarcísio apresentando cerca de 38% de intenção de votos contra 26% de Haddad, ele se mostra determinado a viabilizar sua candidatura. O petista reconhece, no entanto, que a escolha de um candidato a vice será decisiva e deve ocorrer até o meio de junho.

Outro ponto de destaque em sua fala foi a evolução do PT e a sucessão de Lula nas eleições de 2026. Haddad admitiu a necessidade de um debate interno sobre o futuro do partido, embora tenha evitado se posicionar como o herdeiro natural da liderança petista. Ele acredita que promover prévias ricas em debates e com ampla participação da militância pode fortalecer o partido, apresentando um espaço democrático em um horizonte político onde o nome de Lula pode não estar mais na disputa.

Em suma, Haddad está traçando um caminho que combina críticas à gestão atual com propostas para um futuro mais equitativo no campo tributário e político, mantendo claro seu compromisso com a justiça fiscal e a renovação do debate dentro do PT.

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