Em sua análise, o ex-ministro também não hesitou em direcionar críticas ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Haddad ressaltou que a manutenção do ICMS por parte dos estados não é problemática e questionou por que o governo paulista não é alvo similar de escrutínio. Essa abordagem visa consolidar sua posição como uma alternativa viável à administração atual.
Além disso, Haddad tem intensificado sua presença no interior paulista, visitando universidades e se preparando para a campanha. Embora uma pesquisa recente indique um cenário desafiador, com Tarcísio apresentando cerca de 38% de intenção de votos contra 26% de Haddad, ele se mostra determinado a viabilizar sua candidatura. O petista reconhece, no entanto, que a escolha de um candidato a vice será decisiva e deve ocorrer até o meio de junho.
Outro ponto de destaque em sua fala foi a evolução do PT e a sucessão de Lula nas eleições de 2026. Haddad admitiu a necessidade de um debate interno sobre o futuro do partido, embora tenha evitado se posicionar como o herdeiro natural da liderança petista. Ele acredita que promover prévias ricas em debates e com ampla participação da militância pode fortalecer o partido, apresentando um espaço democrático em um horizonte político onde o nome de Lula pode não estar mais na disputa.
Em suma, Haddad está traçando um caminho que combina críticas à gestão atual com propostas para um futuro mais equitativo no campo tributário e político, mantendo claro seu compromisso com a justiça fiscal e a renovação do debate dentro do PT.





