Haddad criticou o governador por supostamente “memorizar informações que não correspondem à realidade”, refletindo sua insatisfação com a administração atual. Ele se comprometeu a apresentar dados concretos que indicam problemas sérios na gestão de Tarcísio, como o aumento da fila do Sistema Único de Saúde (SUS), a queda na qualidade da educação, que caiu para a 10ª posição no estado, além de questões relacionadas às finanças estaduais. O ex-ministro salientou que não tem segurança de ver uma ligação direta entre a existência de um segundo turno nas eleições e o desempenho de Lula, enfatizando que, no passado, candidatos tucanos conseguiram vencer no primeiro turno, mesmo diante do histórico forte do PT em eleições presidenciais.
Em resposta a críticas sobre sua gestão na Fazenda, Haddad reiterou que houve, sim, contenção de gastos durante sua administração e destacou esforços bem-sucedidos, como a renegociação da dívida dos estados, que possibilitou novos investimentos em áreas prioritárias. Além disso, defendeu programas sociais, como o De Braços Abertos, que resultaram na redução do consumo de crack entre os beneficiários.
Haddad expressou disposição para trabalhar em parceria com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, contrastando sua abordagem colaborativa com as perseguições políticas que diz ter sido alvo por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro. O candidato do PT tem caminhação por toda a cidade, utilizando as oportunidades para apresentar propostas e discutir temas variados, como a segurança pública e a digitalização da educação, na tentativa de conquistar o eleitorado e mostrar que “as coisas não estão bem” sob a administração do atual governador. A disputa entre Haddad e Tarcísio promete ser acirrada, refletindo divisões políticas significativas no estado.




