“Se não fosse pela renegociação da dívida que conduzi, juntamente com o então presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, acredito que São Paulo não seria capaz de fechar o mandato dele”, declarou o ex-ministro. Segundo Haddad, apesar de Tarcísio ter recebido do governo anterior um montante considerável de recursos, a administração atual não soube gerenciar eficazmente esse recurso. Ele reforçou a ideia de que as medidas tomadas, como a venda da Sabesp e o aumento das tarifas de água, não foram suficientes para estabilizar as finanças do estado.
Haddad vai além e compara a gestão de Tarcísio à de Luiz Antônio Fleury, considerado um dos piores governadores na história recente de São Paulo. O ex-prefeito de São Paulo aponta que, em um cenário de estagnação econômica, o estado não conseguiu crescer no último ano, especialmente após as políticas de aumento de tarifas que remetem a uma “era Trump”. Ele critica a postura do governador em negociar termos com o governo federal, afirmando que essa abordagem enfraquece a posição de São Paulo nas discussões mais amplas e prejudica a economia local.
A comparação com o desempenho nacional também é reveladora: enquanto a economia paulista teve um crescimento modesto de 0,5%, o Brasil como um todo registrou um aumento de 2,3%. Para Haddad, essa discrepância mostra a ineficácia das medidas tomadas por Tarcísio e a necessidade urgente de uma reavaliação da política fiscal do estado.
Com um olhar atento às questões econômicas e sociais, Haddad se posiciona como um forte crítico da atual gestão, propondo uma reinterpretação das políticas em vigor e sugerindo que o futuro do estado depende de uma liderança mais eficiente na administração de recursos públicos.







