Durante a sessão de perguntas, conduzida por jornalistas dos veículos O Globo, CBN e Valor Econômico, Haddad foi questionado sobre como sua candidatura poderia interferir na estratégia nacional do Partido dos Trabalhadores, especialmente considerando que o PT não é considerado favorito em São Paulo. O ex-ministro respondeu, esclarecendo que sua intenção é, na verdade, fortalecer a campanha nacional liderada por Lula, reafirmando que seu projeto visa tanto o estado quanto o país como um todo. Para ele, o Brasil enfrenta um momento crítico, e é fundamental que se traga à tona um debate sobre os riscos representados pela oposição.
Haddad também reconheceu as dificuldades que o PT enfrenta em conquistar uma vitória em São Paulo, afirmando ser plenamente ciente desse desafio. Ele ressaltou a importância de um “dever cívico” em sua campanha, que envolve esclarecer questões cruciais para a população, como a privatização da Sabesp e a concessão de linhas de trem, assim como a crescente preocupação com a segurança pública, especialmente em relação ao aumento dos casos de feminicídio.
O ex-ministro ainda prevê um cenário eleitoral polarizado, onde a aliança entre o centrão e o bolsonarismo em torno do atual governador Tarcísio de Freitas se torna um obstáculo considerável. Haddad, por sua vez, pretende promover um debate e construir uma narrativa que destaque as falhas e a falta de diálogo do governo atual em relação às administrações municipais e à gestão pública.
Com a sabatina marcando o início de uma série de debates entre candidatos ao governo paulista, o discurso de Haddad se consolidou como uma crítica incisiva à candidatura de Flávio Bolsonaro, que, segundo ele, representa uma continuidade de problemas que o Brasil não pode se dar ao luxo de ignorar. O próximo candidato a ser questionado será Tarcísio de Freitas, que, como Haddad, se prepara para apresentar suas propostas e defender sua gestão.




