De acordo com uma recente pesquisa, Haddad se encontra em desvantagem nas intenções de voto. Os dados indicam que o governador lidera em todos os cenários projetados para o primeiro e o segundo turnos. Em um dos cenários, Tarcísio atinge 38% das intenções, enquanto Haddad soma apenas 26%. Mesmo em um cenário alternativo, onde outro candidato não figura entre as opções, Tarcísio apresenta 40% contra 28% de Haddad. Esse cenário mostra uma clara vantagem de Tarcísio, que, mesmo em uma simulação de segundo turno, lidera com 49% dos votos contra 32% do ex-ministro.
Inicialmente relutante em concorrer, Haddad decidiu entrar na corrida após uma conversa que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dirigente petista havia expressado o desejo de ter Haddad como uma figura chave em sua campanha, considerando a importância estratégica do estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil. Essa decisão implicou que Haddad se desincompatibilizasse do cargo que ocupava, passando a responsabilidade para Dario Durigan.
A campanha de Haddad demonstrará um enfoque em sua gestão como ministro da Fazenda, além de procurar aliados que possam fortalecer sua candidatura. Cogita-se o nome de Teresa Vendramini, conhecida como Teka, do PDT, para a vice, embora outra figura, a ex-ministra Simone Tebet, tenha descartado essa possibilidade.
A estratégia de Haddad inclui críticas contundentes ao governo de Tarcísio, especialmente em temas sensíveis como segurança pública. Ciente de que este é um campo onde o PT frequentemente enfrenta críticas, o ex-ministro planeja explorar o envolvimento da polícia paulista com organizações criminosas, em particular comunicação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Esse aspecto pode reverberar na campanha, em especial em um estado onde as questões de segurança pública são prioritárias para os eleitores.
Por fim, Haddad também está em busca de alianças, e há especulações sobre possíveis diálogos com o PSD de Gilberto Kassab. No entanto, Kassab já indicou que uma composição com o PT é improvável, especialmente após o ex-governador ter sido preterido como candidato a vice. Haddad, com sua segunda tentativa ao governo de São Paulo em vista, busca consolidar seu espaço e mudar o curso da narrativa nesta eleição.







