Recentemente, Ochoa compartilhou nas redes sociais e em entrevistas a relevância de sua trajetória nas Copas do Mundo. Em conversa com a revista francesa So Foot, ele foi cauteloso, afirmando que “nada está garantido” em relação à convocação, mas refletiu sobre suas experiências passadas. O goleiro destacou o Mundial de 2014 no Brasil como um marco em sua carreira, especificamente o empate em 0 a 0 contra a seleção da casa. Essa atuação se tornou um ponto alto, não apenas por suas defesas memoráveis, mas também pelo impacto que teve sua performance no cenário internacional.
Ochoa recordou: “Acho que foi na Copa do Mundo de 2014 que minha fama internacional se consolidou. Imagine atuar de tal forma no Brasil, contra o Brasil, em um torneio tão grandioso. O empate foi como uma vitória para mim. Se um atacante tivesse marcado, a história seria diferente, mas como terminei como o melhor em campo, meu nome passou a ecoar ainda mais.” Para ele, essa experiência transformou a sua trajetória e o catapultou para a fama.
Caso Ochoa seja convocado novamente, ele se igualará a ícones do futebol mundial, como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, que também estão se preparando para suas respectivas sextas Copas do Mundo. Juntos, esses grandes nomes do esporte já compartilham a marca de cinco participações, ao lado de outros renomados atletas, como os mexicanos Antonio Carabajal e Andrés Guardado, o alemão Lothar Matthäus e o italiano Gianluigi Buffon.
O goleiro mexicano não esconde o orgulho que sente ao ser reconhecido como um “jogador da Copa do Mundo”. Para ele, este torneio representa o auge da competição esportiva. “Muitos grandes jogadores nunca tiveram a chance de participar. A Copa do Mundo faz parte da história do futebol. Portanto, se me chamam de jogador da Copa do Mundo, isso me honra”, afirma com um sorriso. Além disso, Ochoa relembra seu pioneirismo, sendo o primeiro goleiro mexicano a atuar na Europa e ressaltando os desafios que enfrentou ao longo de sua carreira, em especial a questão do passaporte europeu, que só conseguiu aos 37 anos, quando se juntou à Salernitana na Itália. Uma trajetória de perseverança, resiliência e paixão pelo futebol que, sem dúvida, o tornam um exemplo para as futuras gerações.
