Com dez temporadas à frente do City, Guardiola deixou um legado impressionante: 20 títulos e uma revolução na identidade do time. Ele enfatizou que o novo técnico deve ser autêntico, buscando sua própria abordagem para continuar o trabalho iniciado por ele. “Seja você mesmo. Copiar e colar não funciona neste tipo de trabalho. O próximo treinador precisa ser único e natural”, declarou o treinador, destacando a importância da individualidade no comando da equipe.
Além disso, Guardiola expressou confiança na estrutura do Manchester City, que, segundo ele, apoiou sua comissão técnica durante sua passagem e certamente fará o mesmo com o futuro treinador. “O clube vai apoiar incondicionalmente, assim como fizeram comigo”, afirmou, ressaltando a força da instituição em momentos de transição.
O último jogo de Guardiola no comando do City será contra o Aston Villa, no Etihad Stadium, correspondente à rodada final da Premier League. Embora ele esteja saindo sem conquistar o título da liga nesta temporada e com um ano de contrato ainda por cumprir, seu nome já está gravado na história do clube como um dos maiores responsáveis por sua era de domínio no futebol inglês.
Nos bastidores, o nome do italiano Enzo Maresca, ex-chelsea, aparece como forte candidato à sucessão. No entanto, Guardiola optou por não comentar sobre o futuro ocupante de sua posição, preferindo concentrar-se em seus próprios planos. Ele revelou que pretende se afastar do futebol por tempo indeterminado, priorizando a vida pessoal após anos intensos na rotina do esporte. “Não tenho planos sobre meu futuro, só quero descansar e recuperar o tempo que não passei com meus filhos”, afirmou, manifestando a necessidade de um período de reflexão longe dos campos.
Essa transição marca não apenas o fim de uma era no City, mas também um desafio para o próximo treinador, que precisará lidar com as altas expectativas de um clube que se transformou em uma potência no futebol mundial sob a liderança de Guardiola.
