Guarda Civil é preso por matar entregador com tiro acidental durante abordagem em São Paulo; antecedentes incluem tentativa de homicídio e abuso de autoridade.

No último fim de semana, a cidade de São Paulo foi abalada por um incidente trágico que resultou na morte de um entregador. O guarda civil metropolitano Reginaldo Alves Feitosa, atualmente subinspetor da Guarda Civil Municipal (GCM), foi preso após a fatalidade que envolveu a vítima, Douglas Renato Scheeffer Zwarg, de 39 anos. A abordagem ocorreu enquanto o entregador realizava um trabalho temporário para complementar sua renda, utilizando uma bicicleta elétrica.

A situação se desenrolou na noite de sexta-feira, quando, segundo a versão apresentada por Feitosa, sua pistola calibre 9 milímetros disparou acidentalmente ao tentar abordar Zwarg. Entretanto, a narrativa gerou questionamentos, especialmente após o guarda ter levado cerca de meia hora para informar sobre o disparo a colegas que chegaram ao local para oferecer apoio. A situação se complicou quando os socorristas constataram que Douglas havia sido ferido nas costas.

Feitosa já possuía um histórico criminal que incluía indiciamentos por tentativa de homicídio e abuso de autoridade, embora ambos os casos tenham sido arquivados. Recentemente, ele também enfrentou um processo disciplinar interno e foi advertido por violar normas de conduta e comportamento da GCM. A advertência foi imposta com base na Lei nº 13.530/03, que rege a ética da corporação. O documento descreveu que o subinspetor adotou uma postura incompatível com seu cargo, embora não tenha detalhado as circunstâncias que levaram à advertência.

Após a morte de Douglas, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana decidiu afastar Feitosa de suas funções operacionais e instaurou um inquérito policial que, junto ao processo administrativo da Corregedoria Geral da GCM, deverá apurar os detalhes do incidente. Em nota, a secretaria se comprometeu a conduzir as investigações de maneira rigorosa e imparcial.

O enterro de Douglas, casado e pai de três filhos — duas filhas de 18 e 10 anos e um bebê de apenas quatro meses — foi agendado para a tarde do domingo. O ocorrido gerou consternação não apenas na comunidade, mas também levanta questionamentos sobre a atuação das autoridades e a necessidade de maior responsabilidade na condução de ações que envolvem o uso da força. A comunidade espera respostas e justiça nesse trágico episódio que tocou a vida de tantas pessoas.

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