A situação se desenrolou na noite de sexta-feira, quando, segundo a versão apresentada por Feitosa, sua pistola calibre 9 milímetros disparou acidentalmente ao tentar abordar Zwarg. Entretanto, a narrativa gerou questionamentos, especialmente após o guarda ter levado cerca de meia hora para informar sobre o disparo a colegas que chegaram ao local para oferecer apoio. A situação se complicou quando os socorristas constataram que Douglas havia sido ferido nas costas.
Feitosa já possuía um histórico criminal que incluía indiciamentos por tentativa de homicídio e abuso de autoridade, embora ambos os casos tenham sido arquivados. Recentemente, ele também enfrentou um processo disciplinar interno e foi advertido por violar normas de conduta e comportamento da GCM. A advertência foi imposta com base na Lei nº 13.530/03, que rege a ética da corporação. O documento descreveu que o subinspetor adotou uma postura incompatível com seu cargo, embora não tenha detalhado as circunstâncias que levaram à advertência.
Após a morte de Douglas, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana decidiu afastar Feitosa de suas funções operacionais e instaurou um inquérito policial que, junto ao processo administrativo da Corregedoria Geral da GCM, deverá apurar os detalhes do incidente. Em nota, a secretaria se comprometeu a conduzir as investigações de maneira rigorosa e imparcial.
O enterro de Douglas, casado e pai de três filhos — duas filhas de 18 e 10 anos e um bebê de apenas quatro meses — foi agendado para a tarde do domingo. O ocorrido gerou consternação não apenas na comunidade, mas também levanta questionamentos sobre a atuação das autoridades e a necessidade de maior responsabilidade na condução de ações que envolvem o uso da força. A comunidade espera respostas e justiça nesse trágico episódio que tocou a vida de tantas pessoas.
