Guarda Civil é afastado após disparo acidental que matou entregador durante abordagem em Moema, São Paulo, deixando família enlutada.

Na última sexta-feira, um incidente trágico ocorreu nas imediações do Parque do Ibirapuera, em Moema, que resultou na morte do entregador Douglas Renato Scheeffer Zwarg, de 39 anos. O fato envolveu o guarda civil metropolitano Reginaldo Alves Feitosa, também de 54 anos, que, segundo depoimentos, disparou sua arma contra a vítima enquanto efetua uma abordagem. Diante dessa situação, Feitosa foi afastado de suas funções operacionais.

Em seu depoimento, o subinspetor da Guarda Civil alega que o disparo foi acidental. No entanto, essa versão contrasta com outros relatos coletados pela Polícia Civil, que indicam que Feitosa chamou apoio afirmando tratar-se de um acidente de trânsito, sem mencionar o disparo. Douglas, que trabalhava como entregador para complementar a renda familiar, foi encontrado com um ferimento fatal nas costas, causando consternação em seus familiares e amigos. Ele deixa mulher e três filhos, que lamentaram publicamente a perda.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana confirmou o afastamento do guarda e anunciou a abertura de um processo administrativo interno, além do inquérito policial que será conduzido por meio de rigorosas investigações. Estima-se que as apurações seguirão um padrão estrito de imparcialidade, conforme afirmou a Secretaria.

Um dos aspectos centrais do caso é a maneira como o incidente foi inicialmente relatado. Os colegas de Feitosa afirmaram que foram informados de um mal súbito envolvendo um ciclista, só identificando o ferimento por arma de fogo depois que a equipe de resgate chegou ao local. Isso levanta questões sobre a comunicação inicial e a natureza da abordagem realizada pelo guarda.

As divergências nas versões apresentadas sobre o momento do tiro também são significativas. Feitosa alegou que o disparo ocorreu enquanto a viatura estava parada, mas outra testemunha, o GCM Iago Domingos, contradisse essa afirmação, afirmando que o tiro aconteceu enquanto o veículo ainda se movia. A polícia investiga se a ação foi realmente um acidente ou se houve imprudência por parte do guarda.

A narrativa da queda de Douglas complica ainda mais o cenário, pois ele supostamente perdeu o equilíbrio, colidiu com a viatura e caiu, momento em que o disparo ocorreu. Feitosa, inicialmente, acreditou que havia atingido um barranco, sem perceber que havia ferido o ciclista. O descaso na identificação do ferimento grave elevou o caso de um incidente a um homicídio culposo, conforme registrado pela delegacia.

Após ser detido, Feitosa foi liberado mediante o pagamento de fiança de R$ 2 mil. No momento, a defesa do guarda ainda não se manifestou.

Esse trágico evento suscita questionamentos sobre a atuação da Guarda Civil Metropolitana, o uso de armamento em situações que envolvam abordagem a civis e a necessidade de mais rigor nas apurações de casos semelhantes. A sociedade aguarda respostas e justiça para a família de Douglas.

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