Em seu depoimento, o subinspetor da Guarda Civil alega que o disparo foi acidental. No entanto, essa versão contrasta com outros relatos coletados pela Polícia Civil, que indicam que Feitosa chamou apoio afirmando tratar-se de um acidente de trânsito, sem mencionar o disparo. Douglas, que trabalhava como entregador para complementar a renda familiar, foi encontrado com um ferimento fatal nas costas, causando consternação em seus familiares e amigos. Ele deixa mulher e três filhos, que lamentaram publicamente a perda.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana confirmou o afastamento do guarda e anunciou a abertura de um processo administrativo interno, além do inquérito policial que será conduzido por meio de rigorosas investigações. Estima-se que as apurações seguirão um padrão estrito de imparcialidade, conforme afirmou a Secretaria.
Um dos aspectos centrais do caso é a maneira como o incidente foi inicialmente relatado. Os colegas de Feitosa afirmaram que foram informados de um mal súbito envolvendo um ciclista, só identificando o ferimento por arma de fogo depois que a equipe de resgate chegou ao local. Isso levanta questões sobre a comunicação inicial e a natureza da abordagem realizada pelo guarda.
As divergências nas versões apresentadas sobre o momento do tiro também são significativas. Feitosa alegou que o disparo ocorreu enquanto a viatura estava parada, mas outra testemunha, o GCM Iago Domingos, contradisse essa afirmação, afirmando que o tiro aconteceu enquanto o veículo ainda se movia. A polícia investiga se a ação foi realmente um acidente ou se houve imprudência por parte do guarda.
A narrativa da queda de Douglas complica ainda mais o cenário, pois ele supostamente perdeu o equilíbrio, colidiu com a viatura e caiu, momento em que o disparo ocorreu. Feitosa, inicialmente, acreditou que havia atingido um barranco, sem perceber que havia ferido o ciclista. O descaso na identificação do ferimento grave elevou o caso de um incidente a um homicídio culposo, conforme registrado pela delegacia.
Após ser detido, Feitosa foi liberado mediante o pagamento de fiança de R$ 2 mil. No momento, a defesa do guarda ainda não se manifestou.
Esse trágico evento suscita questionamentos sobre a atuação da Guarda Civil Metropolitana, o uso de armamento em situações que envolvam abordagem a civis e a necessidade de mais rigor nas apurações de casos semelhantes. A sociedade aguarda respostas e justiça para a família de Douglas.
