A guabiroba apresenta compostos fenólicos, especialmente flavonoides, que demonstram efeitos benéficos no organismo. Em um estudo publicado em um respeitado periódico, os cientistas simularam o processo digestivo da fruta e das folhas, e constataram que muitos desses compostos permanecem biodisponíveis após a digestão. Essa descoberta é promissora, pois os ácidos clorogênico, gálico, cafeico e elágico, juntamente com flavonoides como kaempferol, quercetina e miricetina, oferecem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, essenciais para a proteção das artérias.
Além disso, os pesquisadores desenvolveram um biscoito feito a partir do extrato da guabiroba, que foi testado em cães. Os resultados mostraram que esse alimento poderia auxiliar no controle da glicemia e na redução do colesterol total, corroborando evidências documentadas anteriormente na literatura científica sobre os efeitos dos flavonoides na saúde metabólica.
A nutricionista Ana Paula Dorta de Freitas ressalta que a guabiroba ainda está subutilizada, tanto na alimentação cotidiana quanto na indústria de alimentos funcionais. Explorar ingredientes nativos não apenas diversifica as opções alimentares, mas também fortalece as cadeias produtivas locais e promove práticas sustentáveis.
Por fim, a guabiroba não deve ser confundida com a gabiroba-do-campo ou guavira, que é uma espécie diferente, bem como a guariroba, uma palmeira do Cerrado. Ambas as variedades de guabiroba podem ser consumidas in natura e utilizadas em diversas preparações culinárias, ampliando o repertório gastronômico e contribuindo para uma dieta mais rica e variada. Em suma, a guabiroba é uma superfruta que merece ser redescoberta e valorizada por suas propriedades nutricionais e seu potencial culinário.
