A pesquisa foi conduzia por um sociólogo, Sune Steffen Hansen, que destacou a clareza dos resultados: a resistência à adesão é forte e predominante. “Embora existam algumas variações regionais, a mensagem é absolutamente clara: quase quatro em cada cinco moradores da Groenlândia dizem ‘não’ à adesão aos Estados Unidos”, observou Hansen, enfatizando a firme posição da população em relação a essa questão.
Além de rejeitar a possibilidade de se tornarem parte dos EUA, muitos groenlandeses expressaram preocupações mais amplas sobre a soberania e a segurança de seu território. A ideia de que Washington poderia usar a força militar para estabelecer controle sobre a ilha é uma fonte de inquietação para os moradores, que temem a perda de sua autonomia e identidade cultural. Essa perspectiva revela um profundo sentimento de apreensão em relação ao que a adesão poderia significar para o futuro da Groenlândia.
Essas informações lançam luz sobre um debate complexo e multifacetado que envolve questões de identidade, soberania, e as relações internacionais da Groenlândia. Os resultados da pesquisa indicam que, para a vasta maioria da população, a conexão com a Dinamarca, a qual o território é um reino autônomo, ainda é considerada mais benéfica do que uma integração com os EUA. A situação gera um espaço fértil para discussão e reflexão sobre o futuro da Groenlândia e suas relações políticas e econômicas no cenário global. Em um mundo cada vez mais polarizado, a posição da Groenlândia serve como um exemplo de como as comunidades locais lidam com as pressões externas e as dinâmicas de poder em constante mudança.






