Vários sindicatos, incluindo os trabalhadores de transporte rodoviário e ferroviário, já se manifestaram a favor da greve, evidenciando um consórcio de descontentamento entre os trabalhadores. A reforma, que teve sua primeira aprovação no Senado, é controversa e tem gerado intensos protestos nas ruas. Na última semana, milhares de sindicalistas se aglomeraram em frente ao Parlamento, onde a polícia teve que usar canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.
Entre as principais mudanças propostas pela reforma, destaca-se a modificação do sistema de licença médica, que reduziria os salários que os funcionários receberiam em caso de doenças não relacionadas ao trabalho. O projeto visa ainda reformar as indenizações por demissões, com o objetivo declarado de cortar custos para as empresas e enfraquecer o poder dos sindicatos. Outro ponto polêmico é a flexibilização das regras sobre férias e jornadas de trabalho, incluindo a possibilidade de pagamentos de salários em moedas estrangeiras ou até mesmo em bens e serviços.
Ademais, a proposta sugere ampliar a jornada de trabalho para até 12 horas por dia e implementar um sistema de “banco de horas”, onde os funcionários poderiam optar por trabalhar horas extras com a compensação em tempo de descanso futuro, o que, na prática, eliminaria o pagamento de horas extras.
A resposta dos trabalhadores, com sua mobilização massiva, indica o nível de tensão social que a reforma tem provocado na Argentina. A expectativa é de que os protestos continuem à medida que as discussões avançam no Parlamento, refletindo as preocupações profundas da classe trabalhadora frente às mudanças propostas.
