Greve Geral na Argentina: Sindicatos Protestam Contra Reforma Trabalhista de Milei Que Aumenta Jornada e Reduz Direitos

Na Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das mais influentes centrais sindicais do país, convocou uma greve geral em resposta à proposta de reforma trabalhista do presidente Javier Milei. O movimento está marcado para coincidir com a discussão do projeto na Câmara dos Deputados, prevista para ocorrer em breve, provavelmente nas datas de 19 ou 25 de fevereiro de 2026.

Vários sindicatos, incluindo os trabalhadores de transporte rodoviário e ferroviário, já se manifestaram a favor da greve, evidenciando um consórcio de descontentamento entre os trabalhadores. A reforma, que teve sua primeira aprovação no Senado, é controversa e tem gerado intensos protestos nas ruas. Na última semana, milhares de sindicalistas se aglomeraram em frente ao Parlamento, onde a polícia teve que usar canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Entre as principais mudanças propostas pela reforma, destaca-se a modificação do sistema de licença médica, que reduziria os salários que os funcionários receberiam em caso de doenças não relacionadas ao trabalho. O projeto visa ainda reformar as indenizações por demissões, com o objetivo declarado de cortar custos para as empresas e enfraquecer o poder dos sindicatos. Outro ponto polêmico é a flexibilização das regras sobre férias e jornadas de trabalho, incluindo a possibilidade de pagamentos de salários em moedas estrangeiras ou até mesmo em bens e serviços.

Ademais, a proposta sugere ampliar a jornada de trabalho para até 12 horas por dia e implementar um sistema de “banco de horas”, onde os funcionários poderiam optar por trabalhar horas extras com a compensação em tempo de descanso futuro, o que, na prática, eliminaria o pagamento de horas extras.

A resposta dos trabalhadores, com sua mobilização massiva, indica o nível de tensão social que a reforma tem provocado na Argentina. A expectativa é de que os protestos continuem à medida que as discussões avançam no Parlamento, refletindo as preocupações profundas da classe trabalhadora frente às mudanças propostas.

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