Greve dos Rodoviários: Prefeito do Rio Culpa Empresas de Ônibus por Frota Abaixo do Mínimo e Reitera Fiscalização em Meio ao Caos no Transporte Público

Em um dia de intensos transtornos para milhares de trabalhadores no Rio de Janeiro, a greve dos rodoviários trouxe à tona uma série de problemas no transporte público da cidade. Longas filas e ônibus superlotados foram a tônica nas vias, enquanto o prefeito Eduardo Cavalieri apontava as empresas de ônibus como responsáveis pelo descumprimento de uma decisão judicial que determina a manutenção de uma frota mínima em operação.

Enquanto os terminais do sistema convencional e as estações do BRT enfrentavam uma superconcentração de passageiros, o prefeito destacou que a frota operada pela Mobi-Rio, a empresa pública de transportes, estava em operação com 92% da sua capacidade. Contudo, a situação era bem diferente quando se analisava a frota de ônibus comum. De acordo com o Rio Ônibus, o sindicato que representa as empresas do setor, apenas 1.650 veículos estavam circulando pelas ruas cariocas em um momento crítico da manhã, número que fica aquém do estipulado pela justiça, que exige pelo menos 2.880 ônibus em serviço.

Em entrevista ao programa Bom Dia Rio, Cavalieri se manifestou sobre a situação, explicando que a função da prefeitura é passar a fiscalizar o cumprimento da decisão judicial e evitando, assim, se envolver nas negociações entre os sindicatos. Ele classificou essas tentativas como “uma tentativa política”, enfatizando que não consideraria pertinente a interferência do município nas discussões trabalhistas.

Cavalieri também ressaltou que a Mobi-Rio é uma entidade pública e, portanto, não participa das negociações diretas entre empresários e trabalhadores. Questionado a respeito da capacidade financeira das empresas de ônibus em atender às reivindicações dos rodoviários, o prefeito não forneceu uma resposta clara. No entanto, garantiu que a prefeitura está em dia com o pagamento dos subsídios destinados ao sistema de transporte, que somaram R$ 1,5 bilhão no ano anterior e têm previsão de continuidade neste ano.

Ele apontou que a administração municipal está atenta às condições dos serviços prestados, deixando claro que não aceitará subsídios para veículos que não atendam aos padrões estabelecidos, como a falta de ar-condicionado e a não circulação nas quilometragens corretas. Cavalieri finalizou afirmando que o papel da prefeitura é garantir um transporte de qualidade para todos os cidadãos, reafirmando seu compromisso com a fiscalização e o uso responsável dos recursos públicos.

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