Em assembleia marcada por confusão, os trabalhadores optaram por rejeitar a proposta de encerramento da greve. Essa decisão teve impactos diretos na rotina dos passageiros, que enfrentaram dificuldades significativas para se deslocar pela cidade. Imagens e relatos nas redes sociais mostraram filas enormes nos pontos de ônibus, especialmente em áreas como Realengo e na Avenida Brasil.
O Centro de Operações de Resiliência (COR) da Prefeitura do Rio fez um apelo à população para que optasse por alternativas de transporte, como metrô, trens e barcas, todos operando com normalidade, ao passo que a circulação de ônibus ainda estava aquém do mínimo de 50% da frota estipulado judicialmente. Com apenas 1.400 ônibus em operação, a realidade nos pontos de ônibus era de longas esperas e aglomerações.
Usuários relataram experiências frustrantes, como a falta de veículos nas linhas de que precisavam. Uma passageira mencionou a impossibilidade de pegar um ônibus em Realengo, e diversas imagens circularam mostrando a superlotação nos pontos de espera. O descontentamento foi corroborado por depoimentos de passageiros que cogitavam desistir de ir ao trabalho devido à ineficiência do serviço.
O secretário de transporte, Eduardo Cavaliere, enfatizou a importância de cumprir as determinações judiciais e criticou o cenário de descumprimento por parte das empresas de ônibus. Ele reforçou que, embora a situação dos BRTs estivesse relativamente sob controle, o ideal seria que todas as partes envolvidas respeitassem as normas estabelecidas.
Os rodoviários estão em luta por melhores condições de trabalho, incluindo aumento salarial e melhorias no vale-alimentação. A magistrada que supervisora o caso sublinhou a importância de um equilíbrio entre o direito de greve e a necessidade de manter serviços essenciais à população, considerando que a interrupção total do transporte público poderia levar a um colapso na mobilidade urbana da cidade.
As consequências desses conflitos se refletem não apenas nos transtornos diários, mas também na saúde econômica e social do município, que depende da eficiência do transporte coletivo para manter sua dinâmica. As próximas reuniões entre as partes esperam trazer um desfecho que beneficie tanto os trabalhadores quanto a população carioca.
