O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que a causa da morte foi estrangulamento, um detalhe que gera angústia e revolta naqueles que a conheciam. A investigação está a cargo da 118ª Delegacia de Polícia de Araruama, que já iniciou a coleta de imagens de câmeras de segurança na região a fim de esclarecer as circunstâncias que cercam o crime.
De acordo com a mãe de Ana Clara, Milena Rangel, a notícia trágica chegou até ela através de uma telefonema feito pela cuidadora do avô de Samuel Garcia, o marido da jovem. Ao chegar à residência, Milena se deparou com uma cena devastadora: a chave do imóvel estava caída do lado de fora e os cômodos pareciam ter sido revirados. Ana Clara foi encontrada sobre a cama, coberta por um edredom, com a camisola que vestia enrolada em seu pescoço, um detalhe que indica a brutalidade do crime.
“Eu achei que minha filha estava tendo um aborto. Quando entrei na casa, encontrei ela morta, com a camisola enrolada com dois nós no pescoço. Minha filha foi estrangulada e morta sem o direito de se defender”, desabafou Milena em entrevista.
Samuel Garcia, por sua vez, relatou que havia saído para trabalhar entre 5h e 6h da manhã, deixando Ana Clara em casa. A ausência da jovem foi notada por uma colega de trabalho, que ficou preocupada pois ela era responsável por abrir a loja onde trabalhava. Vizinhos também foram entrevistados, e afirmaram não terem notado movimentações suspeitas ou barulhos estranhos durante a madrugada.
Em meio à dor e à consternação, o corpo de Ana Clara foi sepultado em um funeral marcado pela tristeza e pela busca incansável por justiça. A comunidade se une em luto, esperando que as investigações revelem a verdade por trás de uma perda tão prematura e violenta.
