A falta de regulamentação sanitária nestes empreendimentos representava um risco em potencial para o meio ambiente e para a saúde pública, devido à ausência de práticas que pudessem prevenir danos ambientais e a transmissão de zoonoses para os seres humanos. Diante dessa realidade, os responsáveis pelas granjas foram notificados e orientados a regularizar sua situação, além de receberem Termos Circunstanciados de Ocorrência por atividades potencialmente poluidoras.
A presença de toras de madeira nativa do bioma Caatinga em uma das granjas resultou em um auto de infração, pois o proprietário não conseguiu comprovar a origem lícita da madeira. Além disso, a falta de cadastro junto ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) gerou mais uma notificação aos criadores. A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) também realizou orientações aos criadores sobre a importância de manter registros adequados e a origem registrada dos animais.
O fiscal ambiental Igor de Farias do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) alertou para os impactos negativos causados pela avicultura clandestina na região, com consequências para o solo, água, fauna silvestre e biodiversidade. Ele ressaltou a necessidade de fiscalização e planejamento adequado para evitar danos ambientais. A médica veterinária Gabrielle Fidelis da Adeal destacou os riscos sanitários associados às granjas avícolas clandestinas, incluindo a transmissão de doenças como Salmonelose e Influenza aviária.
A equipe da FPI também visitou um frigorífico e uma Estação de Tratamento de Água (ETA) em São Brás, onde foi constatado que ambos possuíam as licenças necessárias para operar. No entanto, um frigorífico em obras ainda não realizava abates, enquanto a ETA fornecia água para Arapiraca e outras cidades do Agreste de Alagoas, mantendo suas licenças em dia.
Diante dessas constatações, a necessidade de regularização das atividades produtivas envolvendo animais confinados torna-se evidente, a fim de garantir a segurança ambiental e a saúde pública na região Agreste de Alagoas. A atuação conjunta dos órgãos fiscalizadores é fundamental para coibir práticas clandestinas que colocam em risco não apenas o meio ambiente, mas também a população local.
