Grande manifestação em defesa da democracia ocorre em 41 cidades brasileiras e em outros países após denúncia de tentativa de golpe.

Milhares de manifestantes se reuniram nas ruas de diversas cidades brasileiras em uma mobilização organizada pelas centrais sindicais e com o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) e outras siglas. Na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), os participantes ocuparam uma das pistas enquanto eram acompanhados de perto por policiais militares. Os temas abordados durante o protesto incluíram a defesa da democracia e a exigência de punições para os envolvidos nas recentes tentativas de golpe contra o Estado brasileiro.

Ao todo, 41 cidades no Brasil realizaram manifestações, e houve atos internacionais em Roma, na Itália, e Lisboa, em Portugal. Em Salvador (BA), o encontro aconteceu no Campo Grande às 15h; em Brasília (DF), na Praça Zumbi, às 11h30; e em Belo Horizonte, na Praça Sete, às 18h. No Rio de Janeiro (RJ), o Largo da Carioca foi o local escolhido para o protesto às 16h. Em Porto Alegre (RS), a mobilização ocorreu no Largo dos Açorianos, depois das 18h. Também foram programados encontros em Fortaleza (CE), Vitória (ES), Curitiba (PR) e Recife (PE), em diferentes horários.

O ato foi realizado após a denúncia da Polícia Federal contra Jair Bolsonaro e outros 36 acusados de participarem de um suposto esquema golpista. Entre os investigados estão militares e ex-ministros, que teriam planejado ações violentas, incluindo o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Além da prisão dos envolvidos nas tentativas de golpe, as reivindicações dos manifestantes incluíram o arquivamento do Projeto de Lei da Anistia, a defesa dos direitos trabalhistas, a legalização do aborto e a taxação dos mais ricos. Em novembro, cinco pessoas foram presas durante uma ação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo quatro militares das forças especiais do Exército e um policial federal. O grupo teria elaborado um “detalhado planejamento operacional” para ser executado em dezembro daquele ano.

O núcleo militar do governo Bolsonaro teria sugerido a criação de um gabinete de crise liderado por generais e apoiado pelo Superior Tribunal Militar (STM). Esses acontecimentos levaram os brasileiros às ruas em uma demonstração de força e união em prol da democracia e contra qualquer forma de golpe ou ameaça à liberdade do país.

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